Isto acontece, dois dias após, o Supremo Tribunal de Londres ter proferido
sentença parcialmente favorável, à queixa apresentada por Stewart Dimmock, director de uma escola de Kent e membro do neo-liberal
New Party, contra o documentário
An Inconvenient Truth, com base na sua suposta falta de bases científicas.
Na minha opinião, esta sentença vem desmistificar, sem tirar valor ao seu trabalho e à questão de fundo do aquecimento global, algum do alarmismo transmitido por este documentário.
O problema acontece, quando se mistura política e ideologia com dados científicos.
Por exemplo, embora o aquecimento global seja quase consensual, entre os cientistas, os seus efeitos e consequências são ainda mal conhecidos, assim como o impacto da acção humana neste mesmo aquecimento planetário.
Importa sim alertar e educar, mas sem exagerar ou simplificar, o que é um dos problemas mais prementes para o futuro da Humanidade.
Num pequeno aparte, a edição de hoje do Público, além de, trazer uma notícia, sobre a sentença e a (quando escrita) possível vitória de Al Gore no Nobel, na última página, na coluna Sobe e Desce Al Gore aparece como o único que desce, devido precisamente às incongruências no seu documentário. Se hoje foi assim, como será amanhã a cotação de "Al Gore"?